quarta-feira, 9 de Maio de 2007

TREINADOR DE BANCADA

Sentado aqui na minha bancada, enquanto os jovens vão efectuando o seu treino de terça-feira, aproveito para reler o jornal “Record”, e deparo com a entrevista de Franklim Pais acerca da conquista do hexa, uma entrevista interessante, mas não posso deixar de reparar na caixa do canto inferior direito que passo a transcrever:

TELEVISÃO É O MEIO ESSENCIAL PARA A EVOLUÇÃO
«Necessidade extrema de revitalizar o hóquei»

Franklim Pais entende que o hóquei em patins continua a ser uma modalidade muito querida dos portugueses, mas defende que há uma extrema necessidade de revitalização pelo simples facto de que as gerações mais recentes começam a alhear-se dos projectos se não existirem incentivos. Neste sentido, o treinador diz que “a televisão é o meio essencial para evoluir”. “Estamos numa fase em que a modalidade parece que parou no tempo. Os campeonatos são competitivos, há muita qualidade e acho que as pessoas gostam, mas como em tudo, precisam de um impulso. A popularidade mantém-se e acho até que é a 2ª modalidade a nível de audiências, razão pela qual julgo que a televisão terá um papel fundamental na divulgação e, ao mesmo tempo, em captar público para os jogos ao vivo”, comentou Franklim Pais aludindo ao papel fulcral que a Federação tem no sector: “A verdade é só esta. O hóquei anda arredado das televisões e só uma entidade pode alterar este problema. Há necessidade extrema de revitalização e de obter incentivos e a divulgação que as transmissões possibilitam é um passo importante para a solução”.

Agora fica então a minha pergunta aos visitantes: Concordam com a opinião do Franklim Pais, ou acham que existem para além das transmissões televisivas, outros meios para revitalizar o hóquei em patins?

4 comentários:

João Marques disse...

Concordo com a opinião do Franklin, e acho que a FPP devia ser mais proactiva na revitalização da modalidade e na projecção da mesma em vez de se preocupar com outras coisas, nomeadamente aumentos do valor das inscrições dos atletas, a não protecção do clube "formador", etc. Acho também que uma grande marca de projecção internacional devia patrocionar o hóquei e aí sim a modalidade seria revitalizada e as transmissões televisivas seria uma realidade, e não um mero acaso como acontece agora.

Fernando Serras disse...

A federação tem de divulgar mais a modalidade, não pode estar á espera que sejam blogs como este e outros mais a fazer o trabalho que devia ser dela, há que divulgar os eventos, há que manter a página da internet actualizada, há que pressionar quem de direito na comunicação social para se falar de hóquei e para se transmitir hóquei, e claro depois os clubes na rectaguarda especialmente aqueles com maior prestigio fazerem protocolos com as escolas, com as camaras, para dinamizar a modalidade e divulgá-la, e aos organizadores das chamadas clinicas de verão tentar promove-las na televisão, por exemplo no programa da RTP1, Portugal directo, esta é a minha opinião, senão arriscamo-nos a ver o hóquei a morrer pouco a pouco, e no fim diremos "se calhar podiamos ter feito algo".

Luís Brízida (seccionista do UFE) disse...

É a primeira vez que deixo de ser apenas leitor e venho expressar a minha opinião num blog. E é a primeira vez, porque a facilidade estonteante com que uma frase mal escrita pode “adulterar/incendiar” um assunto, algumas vezes com consequências graves e até anonimamente, me tem inibido de expressar a minha opinião.
Após esta ressalva, vou arriscar e tentar contribuir positivamente nesta questão, suplicando-vos que não me interpretem mal.

Acho que a concorrência em todas as áreas da sociedade e neste caso particular nos média, se tornou tão grande, que se actualmente o hóquei absorvesse o interesse das populações com a mesma intensidade de outros tempos não faltariam jornais, rádios, TV's, etc. interessados em noticiá-lo e a dar-lhe destaque.
Penso que se calhar o problema está no "mundo" do hóquei que se "acomodou" no prestígio que tinha no nosso Portugal há 20 anos atrás, e não acompanhou, de uma forma geral, a evolução natural da sociedade.
Concretizando a minha ideia, acho que a revitalização do hóquei passa por "deixarmos" o sofá lá de casa e virmos participar mais construtivamente e mais activamente para a evolução/interesse pela modalidade.
No meu caso assim tento fazer, apesar que cometer alguns erros próprios da minha inexperiência/incompetência fruto do pouco tempo que tenho de hóquei (ano e meio como seccionista no UFE).
Assim aparecessem para nos ajudar aqueles que actualmente se limitam a ser meros espectadores, mas que têm conhecimentos/competências inerentes a um passado ligado à modalidade, quer a nível técnico quer a nível de dirigismo.
Façam um esforço, tomem a iniciativa e tentem ultrapassar os motivos que os levaram a “abandonar” o trabalho que sabem fazer.

VENHAM-NOS AJUDAR !!!

Tiago Rodrigues disse...

Sendo natural de uma zona com fortes tradições hoquistas (Torres Vedras), é com desgosto que vejo o hóquei nacional nesta situação, penso que a televisão deveria fazer mais e melhor por este desporto que muitas alegrias tem dado ao nosso país, começando pela transmissão de mais encontros não só os de FC Porto e Benfica, e alguns das taças europeias, penso que este meio de comunicação seria uma mais valia na angariação de melhores patrocínios que tanta falta fazem às nossas equipas. Mas na minha opinião o hóquei sofre hoje de outros dois problemas: uma grande falta de apoios a nível regional/autárquico e uma formação mal organizada na maioria dos clubes. Tiro estas conclusões vendo os dois clubes da minha região o Sporting de Torres e a Física, o primeiro que este ano extinguiu a equipa sénior e que espera à várias décadas um pavilhão novo, e a Física muito melhor apetrechada nesse campo, mas não dá seguimento à formação e alguns jogadores após umas épocas como sénior acabam por abandonar pois não conseguem fazer do desporto a sua vida e assim a disponibilidade é reduzida. Acho que o Hóquei deveria ser olhado de outra maneira, pois as potencialidades são muito grandes e o nosso país só ficaria a ganhar.