quarta-feira, 18 de Abril de 2012

PAPARUCO - O COMENTADOR

"Sra. Taça e Dona Falta de Comparência" 

O Núcleo Sportinguista da Ilha Terceira conseguiu o feito inédito de chegar aos 1/16 avos de final da Taça de Portugal com o melhor ataque (30 golos) e a melhor defesa (0 golos).

Pura demagogia, dura realidade, a equipa da Ilha Terceira ainda nem um minuto jogou nesta edição da Taça de Portugal tendo vencido todos os jogos por falta de comparência, na 1ª eliminatória venceu o HC Santiago, na 2ª o CS Maris e na 3ª a UDC Nafarros, e agora recebe no próximo dia 25 de Abril o BIR que ainda não sabe se irá comparecer à partida, aliás como pode ser lido na notícia publicada no Cartão Azul "O JOGO QUE NINGUÉM QUERIA GANHAR".

Se juntarmos a estas três faltas de comparência a do LMR Algés no jogo dos 1/32 avos frente ao CU Micaelense, vimos que a edição 2011/2012 da Taça fica marcada pela "Dona Falta de Comparência".

Para a equipa do Núcleo Sportinguista que paga as suas taxas de inscrição, que tem as despesas inerentes à manutenção de uma equipa, vê os seus jogadores disputar apenas e só o Campeonato Açoriano, e quando o prémio seria poderem jogar com equipas do Continente ou da Madeira, vêm essas mesmas equipas preferirem pagar os 485€ da falta de comparência do que pagar dois ou três mil euros, ou quiçá mais para fazerem um jogo e serem ressarcidos do valor 6 meses depois.


Longe vão os tempos em que as viagens às Ilhas eram um prémio para os jogadores, que passavam uma época a trabalhar, para fazerem parte da convocatória para esse jogo, fosse nos Açores (São Miguel, Pico ou Terceira) fosse na Madeira (Funchal ou Porto Santo), mas aí existia um factor diferente e que possibilitava às equipas poderem comparecer nesses jogos, que era o facto de a FPP enviar os respectivos bilhetes de avião (12, salvo erro) e as equipas tinham de se preocupar com a alimentação e com a estadia se fosse o caso disso, e aí as despesas baixavam drasticamente, e o tempo de espera para que as mesmas fossem pagas, não "mexia" muito no orçamento.

Agora tudo é diferente, "pagas primeiro e recebes depois", a imagem perfeita do que o Estado faz, pede os serviços e paga depois, mas se for ao contrário já tem de ser tudo pago e a horas, sob pena de penhoras e afins. Aqui no hóquei passa-se o mesmo a FPP podia de alguma forma tentar solucionar o problema, nem que fosse com um adiantamento para ajudar nas despesas, e depois quando viesse o pagamento os clubes devolviam o adiantamento nem que fosse com a cobrança de alguns juros, desde que fosse a taxas aceitáveis, pois todos nós sabemos que quando os clubes devem à FPP ou pagam ou são punidos não com penhoras, mas com faltas de comparência e as respectivas multas (como é o caso do CS Maris) ou com a desclassificação dos campeonatos e respectivas multas (como foi o caso do Porto Santo SAD).

Nunca cheguei a saber por que razão foi alterada a forma das viagens às Ilhas (a emissão de bilhetes antecipada) e nem sei se alguém da "plebe" alguma vez soube, mas o que sei é que seja na Taça de Portugal seja nos Campeonatos (inclusive já chegou à I Divisão) cada vez há mais faltas de comparência, e isso provoca a descredibilidade da modalidade, já com a popularidade em baixa, e prejudica sobretudo as equipas que pagam as taxas para se inscrevem numa prova, e depois nem chegam a participar, veja-se o caso do UDC Nafarros, e aí quer queiramos quer não a FPP tem a sua quota-parte de culpa e junto do IDP ou de outra entidade competente ou mesmo junto do Governo devia tentar inverter a situação para que a um futuro próximo todos os clubes que pagam as suas taxas possam competir em todas as competições.

Foto de arquivo: Núcleo Sportinguista IT

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