terça-feira, 29 de Maio de 2012

QUANDO SANTA CITA RIMA COM NATAL

Apesar de estarmos em Maio e ter estado um dia particularmente quente, parecia Natal em Santa Cita, tais foram as ofertas feitas aos jogadores do BIR.


Num jogo dirigido por Paulo Cruz e António Machado, Luís Miguel Cunha fez alinhar:

5 Inicial: Renato Godinho (gr), Nuno Nobre, David Vieira, Rui Oliveira © e Tiago Pereira
Suplentes: Joel (gr), Rui Alves, Tiago Barreiro, João Filipe e João Paulo

Com a manutenção garantida o Santa Cita entrou em pista a tentar controlar o jogo e a não dar espaços à equipa visitante, uma equipa com excelentes executantes, muito rápidos e portadores de umas fortes seticadas que quase sempre levam perigo à baliza adversária. Seria Nuno Nobre na marcação de um livres directo a inaugurar o marcador, 1-0 com pouco mais de 5’ de jogo. Não tardou a reacção do BIR e o jovem Rafael Silva numa seticada de longe faz a bola embater com violência no poste da baliza de Renato. O BIR chegaria ao empate (1-1) numa jogada de contra ataque faltavam 16’19’’ para o intervalo. Passados cerca de 30’’ o Santa Cita na marcação de uma falta junto da sua área perde infantilmente a bola num desentendimento entre dois jogadores, situação essa aproveitada por Luís Silva para fazer o 1-2.


A equipa da casa, não acertava e voltou-se aos “bons velhos tempos” ou seja do individual a sobrepor-se ao colectivo e num desses lances Nuno Nobre perde a bola a meio rinque a numa seticada de fora da área o BIR aumenta para 1-3. O Santa Cita acusou este golo e começou a tentar ficar por cima da partida, e a equipa forasteira ia dando posse de bola ao adversário, mas sempre com o jogo controlado, e assim se chegaria aos 4’ finais onde no mesmo minuto Tiago Barreiro na finalização de um contra ataque e David Vieira na cara do guarda-redes falham a oportunidade de reduzir. Com 02’31’’ para o intervalo, nova distracção na marcação de um livres e dois jogadores a aparecerem na cara de Renato, com o guardião da casa a fazer uma excelente defesa. Seria de novo uma perda de bola, desta feita por Rui Alves junto a sua área a permitir que o BIR fizesse o 1-4, quando faltava 00’15’’ para a pausa.

Intervalo: ACR Santa Cita 1  -  BIR 4  (Faltas: 1-4)


A 2ª parte traz um Santa Cita diferente para melhor e a tentar apagar a má imagem deixada na 1ª parte, e a dominar o jogo em pressão alta chegaria ao 2-4 por intermédio de João Filipe a finalizar à boca da baliza, uma jogada de entendimento, estavam passados cerca de 4’ de jogo. A equipa de Luís Miguel Cunha continuava a jogar bem e o BIR tinha dificuldade em responder a esta fase da equipa da casa, e seria Tiago Pereira a reduzir para a margem mínima (3-4) com 14’26’’ para o final. A equipa da casa continuava à procura do empate, e as oportunidades iam surgindo, mas contra a corrente do jogo e numa seticada cruzada o BIR fazia o 3-5 a 10’23’’ do fim.

 
Foi o fim da resistência do Santa Cita que após este golo voltou aos moldes da 1ª parte, sem ideias, sem velocidade e a privilegiar a componente individual. Com 07’40’’ para jogar João Filipe vê cartão azul por derrube a um adversário e na marcação do livre directo o jogador do BIR não aproveita, no entanto a sua equipa fica a jogar em power-play. A equipa do Valado de Frades atingiria a 10ª falta com cerca de 5’ para jogar, mas Nuno Nobre não consegue bater o guardião adversário. Com pouco mais de 2’ para o fim seria a vez da equipa da casa atingir a 10ª falta e na marcação do respectivo livre directo Rafael fazia o 3-6. Ainda havia tempo para um derrube a David Vieira dentro da área adversária, que o mesmo jogador chamado à marcação do penalti não aproveita, e o jogo não chegaria ao final sem que o BIR marcasse novamente através de mais uma seticada de longe que bate em David Vieira e depois a bola ressalta para Rafael que serve o seu companheiro à boca da baliza para o 3-7 faltava 00’35’’ do fim.

Fim: ACR Santa Cita 3  -  BIR 7  (Faltas: 11-14)


Num jogo onde a equipa do BIR foi um justo vencedor, o Santa Cita passou grande parte da partida “ausente” sem dinâmica jogando mesmo o chamado “jogo de final de época”. Notada também a ausência de Zig, que permitiu a Luís Miguel Cunha lançar nos últimos minutos o jovem João Paulo, notado também foi a pouca utilização de Rui Alves, que durante o tempo que esteve em rinque revelou a nosso ver, estar longe do que nos habituou.

Sinal mais para o jovem Luís Silva, o nº 2 do BIR que foi o motor da equipa e que merece uma observação de outros emblemas quiçá para um salto qualificativo

Sinal menos para a forma como o Santa Cita ofereceu três golos aos adversários, com perdas de bola que são criticadas nos escalões de Infantis, quanto mais em Seniores.

A dupla de arbitragem apesar de algumas críticas de ambas as partes acabou por fazer um trabalho normal, sem interferência no resultado e bem técnica e disciplinarmente.

Fotos: TM Fotografia

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